1. Sua solução pode ser adotada por outras equipes, setores ou municípios sem depender exclusivamente de pessoas-chave ou especialistas?
Pense se o projeto está bem documentado, institucionalizado e preparado para continuar funcionando, mesmo quando houver troca de gestores, servidores ou equipes.
Exemplo: "Se um programa de combate ao abandono escolar depende exclusivamente do engajamento de uma única professora, ele pode ser interrompido caso ela se aposente ou mude de escola. Por outro lado, se o projeto está detalhado em um manual, integra a rotina da secretaria de educação e faz parte do planejamento anual, ele pode ser replicado e mantido por outras equipes."
2. Quais procedimentos, materiais ou ferramentas você pode criar para facilitar a expansão e replicação da sua solução em novos contextos?
Considere criar fluxos padronizados, instruções normativas, vídeos tutoriais, checklists ou sistemas simples que permitam que outras equipes ou municípios implementem o projeto com autonomia.
Exemplo: "Um programa de orientação de trânsito pode desenvolver um kit contendo um roteiro de palestras, cartilhas para pais e alunos, e vídeos educativos. Assim, qualquer escola da rede pode implementar a ação sem depender de treinamento presencial constante."
3. A solução depende de recursos, estruturas ou processos muito específicos da sua realidade atual? Como ela pode ser adaptada para funcionar em diferentes locais, inclusive com menos recursos?
Analise se a solução pode ser simplificada ou adaptada para diferentes contextos, inclusive aqueles com menos infraestrutura, equipes reduzidas ou restrições orçamentárias.
Exemplo: "Se o projeto atual depende de laboratórios de informática, pense se é possível adaptá-lo para uso em bibliotecas públicas, centros comunitários ou até mesmo usando o celular dos usuários, facilitando a expansão para regiões com menos recursos."
4. Existem mecanismos institucionais (normas, portarias, sistemas oficiais) que podem garantir a continuidade e expansão da solução mesmo com mudanças políticas ou administrativas?
Busque formas de oficializar a solução dentro da estrutura pública, tornando-a uma política de Estado e não apenas de governo ou gestão específica.
Exemplo: "Em um município, uma solução de atendimento à saúde mental via telemedicina começou como projeto-piloto. Para garantir continuidade, a secretaria incluiu a ação no Plano Plurianual (PPA) e também a citou como meta no Plano Municipal de Saúde. Assim, mesmo com mudanças de gestão, o projeto segue tendo verba e prioridade."
5. O que pode ser padronizado, automatizado ou documentado para que a solução funcione em larga escala sem sobrecarregar as equipes ou depender de treinamento constante?
Procure formas de criar materiais de apoio, fluxos automáticos e processos claros para que qualquer equipe possa adotar a solução sem depender de especialistas.
Exemplo: "Na secretaria de saúde de um município, para padronizar o atendimento inicial a pacientes com sintomas de dengue, foi criado um kit com cartilhas ilustradas, vídeos curtos explicando cada passo do protocolo e um sistema digital simples onde as equipes podem registrar e consultar atendimentos. Com esse material, qualquer unidade básica de saúde pode seguir o mesmo procedimento, mesmo que receba servidores novos, sem precisar de treinamento presencial cada vez que há troca de equipe."